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Irrigação de Precisão

Como um dos ramos da Agricultura de Precisão tem promovido o uso sustentável da água na agricultura

A necessidade de alimentar uma população estimada em nove bilhões de pessoas em 2050 impõe uma série de desafios a agricultura mundial. As mudanças climáticas, anualmente, tornam a situação mais complexa.

É certo que necessitaremos de mais água para garantir o aumento da produção, no mínimo em 60%, como estimado pela FAO/ONU. Portanto, os produtores rurais têm na atividade um aumento de responsabilidade, o que implica em apoiar profissionais técnicos a fim de buscarem ferramentas e estratégias que culminem em maior produção de alimentos, com menor uso de água.

Embora o volume de água usado na agricultura seja pequeno, uma vez que a disponibilidade desse recurso é escassa e a demanda tende a aumentar para uso urbano nos próximos anos, cabe ao produtor rural utilizá-lo do modo mais eficiente possível. Uma estratégia que tem sido incorporada em áreas extensivas, sobretudo as irrigadas por sistemas de pivô central, tem sido a chamada irrigação a taxa variável (VRI).

Atualmente com duas configurações comercialmente disponíveis, a VRI possibilita que a aplicação da lâmina de água seja alterada em cada aspersor (variação do fluxo) ou em zonas longitudinais (fatias), por variação da velocidade de deslocamento. Apesar de inovador e ainda assegurar o uso eficiente da água, é imprescindível que o produtor tenha acesso a outras informações, essenciais para que as recomendações das lâminas de irrigação sejam assertivas. Nesse ponto, uma ressalva é bastante oportuna, pois diferente do senso comum que sugere variar espacialmente a lâmina em razão do tipo de solo, fatores culturais, climáticos e sobretudo estruturais do solo, são mais importantes na definição das “zonas de manejo hídrico”.

Ainda pouco difundido no Brasil, muito em breve o sistema de irrigação variável contribuirá sobremaneira no uso eficiente da água, de fertilizantes e defensivos, quando aplicados via pivô central. A ferramenta possibilita que a aplicação de água e/ou insumos ocorra de modo sustentável, isto é, aplicando no lugar certo e na quantidade necessária.

 

Prof. Dr. Wesley Esdras Santiago

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Instituto de Ciências Agrárias – UFVJM

www.ufvjm.edu.br

 

 

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